De 22 de maio a 4 de
junho, a seleção ficará na cidadezinha
de 3.953 habitantes, às margens do lado
dos Quatro Cantões que, seguramente,
viverá seus dias mais agitados desde sua
fundação, em 1353.
O fato da seleção Brasil
se preparar em Weggis não é um
acontecimento somente para a comuna mas
para toda a Suíça, afirma Domenic
Steiner.
Para o dono da
Thermoplan AG, com sede em Weggis
justamente, a CBF escolheu a cidadezinha
não somente pela beleza da paisagem. A
logística e a segurança também tiveram
influência preponderante.
"Mesmo sabendo que minha empresa devia
investir mais de um milhão de francos
nesse projeto, tomei a decisão em cinco
minutos. Alem disso, a rede Starbucks,
para quem produzimos nossas máquinas em
exclusividade, vai abrir em junho sua
primeira filial em São Paulo e poderemos
usar essa imagem".
Um orçamento para a hospedagem
"Para poder acolher a seleção
brasileira, era necessário ainda um orçamento
para os custos de hospedagem", explica Jürg
Günther, presidente da "Weggis Vitznau Rigi".
Esse orçamento ultrapassa 400 mil
francos suíços e será assumido por quatro
centrais de turismo da região e pelo Park Hotel,
onde a delegação ficará hospedada.
Dois milhões para a CBF
Segundo a Folha de São Paulo,
a Confederação Brasileira de Futebol vai receber
pelo menos 2 milhões de dólares em dinheiro para
ficar em Weggis.
A CBF teria firmado um acordo
com a agência suíça de "marketing" esportivo
Kentaro, segundo o qual, em contrapartida dos US
2 milhões, a agência suíça organizaria duas
partidas amistosas da seleção durante a estadia
em Weggis.
Os direitos de TV, de
bilheteria e de publicidade dessas duas partidas
ficariam com a empresa suíça. A notícia foi
retomada pela imprensa suíça mas não confirmada
nem desmentida pela CBF nem pela Kentaro.