A mais marcante delas é que
Londres, a capital britânica,
chegou à segunda posição,
enquanto Tóquio caiu do
segundo lugar para o quinto.
Levando-se em conta o poder
de compra dos habitantes -
seja o salário-hora líquido
dividido pelo preço do cesto
de bens e serviços (sem
incluir os aluguéis) - as
duas metrópoles helvéticas
elevam-se às duas primeiras
posições, antes de Dublin e
Los Angeles. O banco explica
o resultado pelas
remunerações pagas no setor
público.
Contrariamente a um grande
número de países emergentes,
onde os professores ou
motoristas de ônibus recebem
salários claramente
inferiores aos pagos em
outras profissões do setor
privado, na Suíça, assim
como na Escandinávia, essas
profissões são bem
remuneradas.
Também é importante levar em
conta que Zurique e Genebra
têm os preços mais elevados
do planeta, sobretudo para
os gêneros alimentícios.
Índice Big Mac
Ao utilizar como índice de
poder de compra o "Big Mac",
o produto mais homogêneo do
mundo, é necessário em média
mundial trabalhar 35 minutos
para comprá-lo.
Em Zurique, o hambúrguer
pode ser comprado com apenas
15 minutos de trabalho e
Genebra, com 16. Nos
extremos da classificação,
um habitante de Bogotá deve
trabalhar 1 hora e 37
minutos. Já o habitante de
Los Angeles não precisa mais
do que 11 minutos.
Para realizar o estudo "Preços
e salários 2006", o UBS
formou um cesto com 122 bens
e serviços em 71 capitais.
Ao incluir cesto aluguel e
habitação, o custo de vida
mais elevado acaba caindo em
duas cidades: Londres e Nova
Iorque.
As cidades mais baratas do
mundo são Kuala Lumpur,
Bombay, Dehli e Buenos
Aires. Segundo os autores do
estudo, a distância entre as
classificações também podem
ser explicadas pelas
flutuações das taxas de
câmbio. Devido à
desvalorização crescente do
dólar americano, Nova Iorque
e Chicago decaíram, ficando
em sétimo e 14o lugar.
Ao inverso, Pequim (62a) e
Xangai (60a) continuam ainda
no grupo das cidades mais
baratas do planeta, apesar
do vigoroso impulso
econômico da China. A
explicação está no fato de
que o yuan, a moeda nacional,
não estar submetida às
pressões do mercado. As
taxas de câmbio da moeda são
controladas pelo banco
central chinês.
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Genebra |
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Europa cara
De forma geral, o custo
de vida mais elevado
está na Europa, que
conta 14 cidades dentre
as 20 mais caras do
mundo. Na Europa
ocidental, é necessário
ir para Liubliana,
classificada em 44a
posição, para poder
observar um nível de
preço mais reduzido.
No quesito "salários", a
Europa também domina a
classificação. As
remunerações mais
elevadas são pagas em
Copenhagen, Oslo,
Zurique e Genebra. Nova
Iorque ocupa a quinta
posição, seguida por
Londres, Chicago,
Dublin, Frankfurt e
Bruxelas.
Por outro lado,
levando-se em conta os
salários líquidos, as
cidades escandinavas e
alemãs recaem devido à
forte taxação e
descontos sociais. Ao
inverso, Londres e
Dublin são consideradas
"valores em ascensão".
Na América do norte e na
Europa ocidental, o
salário médio por hora
em 14 profissões de
referência chega a 15
euros brutos (23,50
francos). Nas cidades
asiáticas e da Europa do
leste, essa remuneração
fica entre 3 e 4 euros
brutos.
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