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"Os romanos já tiveram aqui, assim
como a tribos dos alamanos. Porém
foi a vinda da abadia beneditina do
mosteiro de St. Georgen é
considerada o momentdo de fundação
da cidade de Stein am Rhein",
explica o prefeito Franz Hostettmann
à swissinfo.
Foi no ano de 1007. Desde então
muita água já correu no rio Reno.
Hostettmann é uma espécie de
"enciclopédia" ambulante. Nascido em
Friburgo, na Alemanha, ele já vive
há mais de trinta anos em Stein am
Rhein. Desde o final de 1994 ele é o
prefeito da cidade.
No seu escritório revestido de
madeira no prédio histórico da
prefeitura, ele não se cansa de
contar detalhes da cidade.
"Stein am Rhein já viveu diferentes
guerras e alguns incêndios de
grandes proporções. Muitas vezes
também a ponte foi danificada".
Há 550 anos ela é considerada uma
cidade livre (com governo próprio),
também uma outra razão de orgulho
para os seus habitantes. "Stein am
Rhein conseguiu comprar sua
liberdade dos senhores de
Hohenklingen em 1457. Dois anos
depois ela estava se unindo a
Zurique e Schaffhausen".
A cidade pendia entre esses dois
cantões, até que o vitorioso
Napoleão deu sua última palavra em
1803. Desde então Stein am Rhein faz
parte de Schaffhausen.
Dependência do turismo
Hoje em dia já não existe mais o
risco por parte da Áustria.
Na prática, os austríacos continuam
"invadindo" a região junto com os
outros turistas.
Calcula-se que eles seriam mais de
um milhão por ano.
Porém Stein am Rhein não aproveita muito das massas de
turismo.
"Temos um problema. Os lucros
trazidos pelo turismo são
relativamente baixos, pois os
estrangeiros só passam três horas na
nossa cidade, em média.
Já os participantes de congresso
ficam mais tempo em Stein am Rhein:
1,6 dias, em média", explica
Hostettmann.
Agora a prefeitura pretende intervir
para melhorar a situação. A primeira
medida foi a reabertura do castelo
restaurado de Hohenklingen na colina
acima da cidade.
"Esperamos que o castelo de
Hohenklingen se transforme numa das
grandes atrações turísticas da
cidade. Ao renová-lo e melhorar as
vias de transporte, faremos que os
turistas passem mais tempo na cidade".
Investimentos
O custo dos trabalhos de renovação,
avaliados em 22,7 milhões de francos,
foram cobertos pela Fundação Jakob e
Emma Windler.
Mais 12,7 milhões de francos foram
investidos pela fundação na reforma
do antigo hospital e 12 milhões nos
melhoramentos da parte histórica da
cidade.
A fundação foi criada por um
habitante de Stein am Rhein, que no
passado fez fortuna na indústria
química.
Seus parentes, os irmãos Emma e
Jakob Windler, morreram solteiros e
sem deixar descendentes. Eles
deixaram uma fortuna de várias
centenas de milhões de francos.
"Tivemos muita sorte de ter tido o
apoio dessa fundação para sanear
diversas construções históricas da
cidade, manter o patrimônio
histórico e também adaptá-lo à
moderna arquitetura", diz
Hostettmann.
Cidade premiada
Stein am Rhein pode se orgulhar do
seu centro histórico. Em 1972 ela
chegou mesmo a receber o primeiro
Prêmio Wakker, criado para
homenagear cidades que conseguem
melhor proteger o seu patrimônio
arquitetônico.
"Conservar a estrutura histórica da
nossa cidade, a paisagem e a
natureza em volta é para nós uma
obrigação, cumprida por nós com
grande prazer", conclui o prefeito.
Site oficial de Stein am Rhein:
http://www.steinamrhein.ch
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